Este é o primeiro blog post de Avaliação Amazônia

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A Terra é um só país, e todos somos seus cidadãos. Por mais que se volte a pregar a divisão, as imagens tiradas desde o espaço sideral são inconfundíveis. No mínimo, a terra é o sepulcro comum de todos nós, os seres vivos que nela habitam.

Como todos sabemos, a bacia amazônica cobre 40% da América do Sul, com a maior floresta tropical do mundo. Funciona como um pulmão gigante que absorbe uma grande quantidade de dióxido de carbono e produz oxigênio. Os mais de mil tributários dos rios Amazonas, Solimões e Negro são as capilárias. Não é à toa que as grandes agências multilaterais, internacionais e nacionais queiram tomar providências para conservá-la e, às vezes, contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Os governos – e, por extensão, as agências internacionais – precisam prestar contas aos seus contribuintes, e as fundações, aos seus doadores. Exigem que as iniciativas que apoiam sejam monitoradas e avaliadas.

Um editorial na Folha de São Paulo de 09/03/2017, O Fetiche da Avaliação de Impacto, de Heraldo Torres e Marcel Fukayama (disponível em http://redebrasileirademea.ning.com/forum/topic/show?id=3549601%3ATopic%3A105121&xgs=1&xg_source=msg_share_topic, acesso em 26/03/2017) observa que “É crescente o clamor por avaliações de impacto. E não se trata apenas do lobby dos economistas: a demanda por parte de agências de fomento e financiadores de projetos sociais vem sendo cada vez mais intensa”. Opinam que “Avaliações deste tipo fazem muito sentido para grandes programas públicos, como o Bolsa Família, mas podem ser um exagero metodológico para pequenos projetos sociais”.

Faz sentido que um programa de 4 ou 5 anos de duração, oferecendo apoio a várias entidades, cada uma das quais com vários projetos locais em aldeias e comunidades tradicionais da Amazônia e na academia, tenha uma avaliação de impacto, relacionada a diversas outras avaliações menores. Melhor dizendo, que a pesquisa avaliativa incorpore todos os cinco critérios do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (CAD/OCED), um dos quais é impacto (os outros são relevância, eficiência, efetividade – ou eficácia – e “sustentabilidade” – no sentido de poder andar com as próprias pernas).

Respondendo ao post citado acima, Paulo Januzzi escreve que “Avaliar Políticas e Programas é muito mais que ‘experimentos laboratoriais’ podem entregar”: “O que fazemos no Brasil e em parte dos Ministérios da área social é que temos chamado de Avaliação Sistêmica de Políticas e Programas, que envolve a produção de diagnósticos para formulação de programas, análises de problemas de implementação e mensuração de resultados e impactos. São pesquisas e estudos com desenhos sofisticados e multi-métodos que procuram se adequar às demandas de uma arquitetura complexa de políticas públicas

Aguardamos as contribuições de todos os participantes!